No dia 24 de fevereiro comemoramos o Dia da Conquista do Voto Feminino no Brasil, uma data que começou a ser celebrada em janeiro de 2015, e homenageia a luta das mulheres brasileiras pelo direito de voto no país.


Para quem acompanha a batalha das mulheres por direitos iguais, muitas vezes não imagina quão recente são algumas das conquistas para o gênero feminino do ponto de vista histórico.


Se engana quem pensa que as mulheres participam da política do país há muito tempo, há 89 anos as mulheres eram proibidas de votar, e era permitido exercer o poder de voto apenas as mulheres casadas que tinham autorização do marido, ou para as viúvas que tinham renda própria.


Por isso, vamos contar um pouco da trajetória do Voto Feminino no Brasil, como tudo começou, quem foram as mulheres pioneiras do movimento e alguns detalhes da conquista pelo poder de voto no Brasil. Confira!


Como tudo começou?


A luta pelo poder de voto feminino começou a dar seus primeiros passos juntamente com a Proclamação da República no Brasil, em 1889. Com um novo regime depois de tantos anos, as mulheres passaram a enxergar na mudança a chance de poder participar da política do país, votar ou até mesmo ser votada pela população.


Com a busca por uma nova constituição, o novo contexto trazia esperança para a força feminina, que dariam início a luta pelo direito de voto, e ainda ao fim do pensamento masculino de que votar seria apenas uma questão de capricho.


Em 1890, Josefina Álvares de Azevedo, jornalista do jornal A Família no Rio de Janeiro, se dedicou a divulgar e expandir o sufrágio feminino com uma peça teatral chamada "O voto feminino".


A peça foi feita diversas vezes na cidade do Rio de Janeiro, e ainda aconteceu na França, já que em nenhum país ao redor do mundo, as mulheres podiam exercer o poder de voto.


Então, em 1891, os direitos políticos são debatidos e votados na Assembleia Constituinte, dentre as discussões, a pauta sobre o direito de voto pelas mulheres nem chegou a ser discutida, e foi rejeitada pela Constituição.

Seis emendas parlamentares a favor do voto para as mulheres foram criadas e levadas à Assembleia, mas todas foram rejeitadas pelo motivo de que conceder o direito ao voto feminino poderia ser uma degradação da família e da imagem da mulher.


O sufrágio feminino ao longo dos anos


Sem êxito, o poder do sufrágio feminino começou mesmo em 1910, com a professora Leolinda de Figueiredo Daltro, que fundou e liderou o Partido Republicano Feminino, que realizava manifestações e passeatas que buscam chamar atenção do governo para atribuir o poder de voto para as mulheres.


Passaram se anos sem nenhuma conquista, então Bertha Lutz também passou a se envolver com o sufrágio feminino, além de ser a segunda mulher do Brasil a passar em concurso, criou em 1922 a Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que também tinha como umas de suas pautas, o direito ao voto.


Bertha liderou um abaixo-assinado que teve mais de duas mil assinaturas com o objetivo de forçar o Senado a aprovar a lei, mas o projeto ficou esquecido por anos e mal chegou a ser debatido pelos parlamentares.


O começo das conquistas


Em 1927, os primeiros sinais da luta feminina começaram a dar as caras, o estado do Rio Grande do Norte instituiu o poder de votos para as mulheres na região. A professora Celina Guimarães Viana foi uma das primeiras a solicitar e ter sua inscrição como eleitora aceita, o que inspirou muitas mulheres a fazerem o mesmo.


Mas os votos das mulheres foram anulados pelos poderes do Senado, dizendo que o estado não poderia permitir e conceder tal direito sendo que a lei estava sendo debatida dentro do Senado.


Em 1929, também no Rio Grande Norte, foi eleita a primeira mulher prefeita na história do Brasil, afinal, estavam sendo proibidas de votar, mas não de se candidatar, mas acabou perdendo seu mandato com a Revolução de 30, que deu início a Era Vargas no Brasil.


Após o fim da república, o voto feminino foi realmente permitido em 1932, através do governo Provisório de Getúlio Vargas depois de muita luta, mas mesmo assim o voto não era obrigatório para as mulheres, apenas para funcionárias públicas.

Aos poucos as mulheres foram cada vez mais participando da política, em 1933 foi a primeira vez que as mulheres voltaram e puderam realmente ser votadas, o que elegeu a primeira deputada mulher no país. Em 1934 finalmente foi determinada na Constituição a lei que todo cidadão sem distinção de gênero maior de 21 anos, poderia votar.


Nós da Quintal admiramos e enxergamos a luta das mulheres nessa época como um dos principais pilares por todas conquistas alcançadas no gênero feminino, e hoje buscamos potencializar e encorajar ainda mais a força feminina por direitos iguais.


Se você está em busca de inovação no seu ambiente corporativo, estratégias de negócios

que sejam capazes de potencializar a interação entre colaboradores e a sociedade com criatividade, diálogo e novas tecnologias, temos a resposta para você.


Conheça a abordagem do Design Thinking, uma metodologia que pode ajudar sua

empresa a inovar e desenvolver novos formatos e ideias capazes de transformar o seu negócio com eficiência e oportunidades para criar um novo mercado com foco no cliente e em práticas sociais.


Entenda mais sobre essa abordagem de inovação, como funciona, quais os benefícios e como implementar na conduta de trabalho. Confira!


O que é Design Thinking?

A proposta do Design Thinking é desenvolver estratégias ou métodos empresariais focados no usuário e de acordo com suas demandas e interesses, posicionar os indivíduos no centro do processo através de ferramentas de Design para solucionar problemas com criatividade e inovação.


A abordagem envolve o pensamento e participação efetiva do usuário para o desenvolvimento do campo estratégico empresarial, entender as necessidades do cliente e da sociedade para orientar as técnicas e os processos para procurar garantir o bem-estar e a satisfação das pessoas.


O Design Thinking preza pelo diálogo para agregar valor tanto para empresa como para a sociedade, promover novas experiências e qualidade de vida por meio de um trabalho colaborativo com vias diversificadas e um olhar de empatia que promove interação e novos formatos de raciocínio e criação.


O conceito é sempre questionar e desafiar os pensamentos, unir possibilidades e pontos de vistas para ter capacidade de transformar a conduta de trabalho, os serviços, os produtos e as estratégias unindo os interesses corporativos com as necessidades da sociedade para recursos de descobertas e aprendizagem.


Como funciona a abordagem do Design Thinking

A abordagem do Design Thinking se baseia em 5 etapas para o seu funcionamento alcançar a inovação: empatia, definição, ideação, prototipação e testes.


Empatia: a essência dessa etapa está em se colocar no lugar do próximo para compreender e escutar suas dificuldades e desejos para conseguir mapear os insights com clareza, além de conseguir coletar inúmeras informações e sensações possíveis.


Definição: Nessa etapa foco é o principal, realizar um trabalho em equipe e colaborativo para questionar e interpretar os problemas diante todas as informações coletadas e absorvidas através do diálogo e da empatia para entender sobre as pessoas e buscar uma solução.


Ideação: Após a compreensão dos problemas e interesses do usuário, nesta etapa se inicia os caminhos para o desenvolvimento das resoluções com uma mente criativa e inovadora. O Brainstorm e o debate de ideias são importantes para estudar diversos pontos de vista e vertentes para encontrar a melhor solução.


Prototipação: Agora é hora de concretizar as ideias e colocar em prática as soluções para que as pessoas possam interagir e contribuir, essa etapa tem um grande relevância para conseguir alcançar a inovação e impactar os usuários criando oportunidades.


Testes: A última etapa é a hora de entregar e testar a solução com um grupo para receber um feedback e assim poder aperfeiçoar ainda mais a proposta, possibilitar a experimentação na prática para aprender e inovar com eficiência e qualidade.


Design Thinking para inovação social

As inovações fundamentais estão no campo social e a abordagem do Design Thinking é uma ótima metodologia para as práticas sociais de experimentar novas atividades que priorizam o diálogo com a comunidade para buscar assimilar as dificuldades e conseguir atendê-las. Fazer com que o relacionamento com a sociedade participe cada vez mais no âmbito dos negócios e novas iniciativas para fortalecer essa ideia.


Como Design Thinking coloca o usuário como ponto central para desenvolver por meio de uma troca de ideias soluções conforme suas demandas, sua proposta se encaixa perfeitamente com inovação social, um processo de criação colaborativo e uma nova forma de se relacionar com a sociedade para melhorar o bem comum.


O Design Thinking possibilita a criação de um vínculo entre a empresa e a sociedade mediante a uma comunicação efetiva e de qualidade, o que pode melhorar a visão dos indivíduos sobre a imagem do negócio e reconhecimento de valores empresariais, além de despertar na pessoas a vontade de desempenhar sua cidadania.


Conheça a Quintal, uma nova visão sobre inovação social para a sua empresa. Queremos ajudar você a desenvolver o campo estratégico e as práticas sociais do seu negócio. Fale conosco!


A maior dúvida ao desenvolver um planejamento estratégico de negócios é a sensação de ambiguidade entre pensar em crescimento econômico e os lucros, mas ainda assim desenvolver ações para o progresso social. É possível as duas estratégias caminharem juntas?


Mas afinal, o que poderíamos considerar como progresso social?

Progresso social está na capacidade das empresas de colaborar e contribuir para os problemas e desafios da coletividade e do espaço ao redor que possam ajudar a garantir o bem-estar e os direitos da comunidade.


O propósito desse desenvolvimento está no comportamento de ordem social, a tentativa de transformar a sociedade para torná-la mais justa e atender as necessidades e os elementos básicos para os indivíduos. Elaborar atividades e projetos que possam ajudar a melhorar as condições e a qualidade de vida para todos.


E quais as dificuldades do progresso social?

Uma das principais dificuldades nesse cenário está no desejo de alcançar o sucesso financeiro a curto prazo. Esse modelo econômico ultrapassa as necessidades da sociedade, deixando de lado o bem comum para o futuro.


Assim retornamos ao termo responsabilidade social. Esse quesito geralmente não está dentre as prioridades nos planejamentos estratégicos dos negócios, e muitas vezes a razão disso está intrínseca à um mito que muitos gestores acreditam, de que não é possível lucro e progresso social caminharem juntos. E indo mais além, acreditam que criar e desenvolver projetos de ações sociais pode até trazer prejuízos.


Então, qual o futuro dos negócios?

Toda empresa provoca impactos na sociedade, e depende apenas da empresa decidir se esse efeito será positivo ou negativo.


Entretanto, o cenário é positivo. A ideia de desenvolvimento econômico entrelaçado com o desenvolvimento social está se tornando cada vez mais aplicada em empresas que contam com assessorias ou áreas especializadas em inovação social.


O mercado e os investidores buscam negócios que adotam por vontade própria a incorporação em suas estratégias empresariais o compromisso de escutar e compreender os desejos de seus consumidores e as dificuldades da comunidade onde se encontram. Para dessa forma ter a capacidade de ajudar a transformar a sociedade e buscar soluções para suas dificuldades como também o melhorar o desempenho da empresa de acordo com interesse de seus clientes.


São, no geral, empresas que assumem responsabilidade e ética, visando o crescimento interligado à soluções de problemas sociais. Essas sim, provocam impactos benéficos e se tornam marcas de valor.


Portanto, lucro e progresso social é possível sim!

Unir atividades sociais com as empresariais pode estimular o aumento da produtividade e consequentemente o crescimento econômico, isso porque a longo prazo, além de uma imagem institucional mais forte, a empresa está gerando consciência e valor.


E assim como o conceito de valor compartilhado, uma proposta que para todo valor econômico também deve gerar um valor efetivo para sociedade, procurar compreender as necessidades da comunidade e a partir disso desenvolver junto com as estratégias corporativas iniciativas que também colaboram para solucionar problemas através de inovação social.


Pensando nisso, a principal missão das assessorias de inovação social é conectar o progresso social diretamente ao lucro, justamente com o objetivo de gerar valor compartilhado, viabilizar oportunidades de produzir projetos com a intenção de criar um diálogo com a comunidade que possa estimular uma interação entre a empresa e os indivíduos.


E a partir disso, compreender os impasses sociais para poder explorar maneiras de solucionar e atender os problemas da sociedade de forma eficiente e inovadora.


O papel do valor compartilhado está em trabalhar para promover o desenvolvimento como um todo, tanto da empresa como da sociedade, e além do lucro, a construção de uma sociedade favorável e justa para todos.


Vem conversar com a gente, nós da Quintal estamos aqui para ajudar na implementação de projetos que possam estimular o desenvolvimento social no campo estratégico da sua empresa. Conte conosco!


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