Em um cenário mundial, onde os problemas sociais e ambientais não podem ser ignorados pelas estratégias empresariais, principalmente porque seus impactos atingem os negócios de forma contundente, repensar as formas de relacionamento com a sociedade é essencial nas agendas das organizações.


Em reforço a esse ponto, após acidente de grande extensão com uma barragem de uma mineradora no Brasil, em 2015, com severos impactos na vida das pessoas e no meio ambiente, as demandas por diálogo, prestação de contas, transparência e maiores investimentos na sociedade, por parte do setor de mineração, aumentou e vem exigindo cada vez mais inovação nas formas e modelos de relacionamento já estabelecidos nas localidades onde as empresas estão instaladas.


Distrito de Bento Rodrigues, Mariana, Minas gerais, em 2015. Foto: Antonio Cruz/Arquivo Agência Brasil

Nesse contexto, em 2017, uma mineradora brasileira identificou a oportunidade de realizar um processo de cocriação com a sociedade, chamado de Laboratórios Sociais | Intervenção Urbana, para atender as demandas já manifestadas de interesse em investimentos de intervenção urbana, em seis localidades de dois municípios do estado do Espírito Santo, com a intenção de responder a seguinte pergunta: “como podemos ocupar os espaços públicos com intervenções que ampliem a participação do jovem, deem voz às suas ideias e incentivem a sua cidadania?”. A pergunta foi definida em função de um cenário de preocupação por parte da comunidade com a vulnerabilidade dos jovens, falta de opção de lazer, além da falta de espaço para as expressões artísticas, esportivas e culturais das localidades.

Laboratórios Sociais: Protótipo de projetos de intervenção urbana

Os principais resultados esperados pela mineradora com o trabalho eram:

  1. demonstrar uma mudança de posicionamento da mineradora de patrocinadora e apoiadora das iniciativas sociais para parceira de cocriação de ideias e projetos;

  2. construir novo modelo de diálogo, relacionamento e criação das iniciativas diferenciado, realizar investimentos direcionados para interesses coletivos da sociedade;

  3. possibilidade de desenvolver um modelo inovador e replicável em outras comunidades; aumentar os resultados das intervenções em comunidades;

  4. ativar os relacionamentos com especialistas, empregados, instituições do terceiro setor e comunidade em prol do desenvolvimento de ideias que beneficiem a sociedade.



Para encaminhar uma solução para a demanda social identificada, a estratégia organizacional adotada pela empresa foi a de inovação social, que procura novas respostas para os problemas econômicos e sociais através da identificação e distribuição de novos serviços que melhoram a qualidade de vida dos indivíduos e das comunidades.


Dessa forma, a inovação social surge como opção para a empresa mineradora testar novas formas de se relacionar com a sociedade, abrindo espaço para construir colaborativamente soluções para os problemas sociais apresentados pelas comunidades da sua área de influência.


Em outras situações que a comunidade apresentasse essa demanda, a empresa mineradora patrocinaria o recurso e depois avaliaria o resultado. A estratégia de inovação social identificada foi optar por um modelo de cocriação com a sociedade, desenvolvido em parceria com fornecedor especializado, onde a empresa passaria a ser uma parte do todo, para ampliar e buscar soluções para essa pergunta, onde a forma de se relacionar foi repensada, considerando a abordagem de design thinking como inspiração para execução do trabalho.



Design thinking pode ser descrito como um processo centrado no usuário, alimentado por uma compreensão do que os usuários desejam e precisam. É usado para encontrar uma solução para um problema muitas vezes mal definido em qualquer organização ou contexto social nas seguintes etapas: empatia, definição, idealização, prototipação e teste.



Com a escolha dessa abordagem, a empresa mineradora trouxe as comunidades para o centro da discussão da proposta, construindo colaborativamente e a partir do olhar delas, as soluções de intervenção urbana para seis localidades de dois municípios do Espírito Santo.


Conheça mais sobre os Laboratórios Sociais em nossa página de Serviços.

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